Faxina da alma

Saudações, leitores do CdPQ! Lamento pela minha ausência mais uma vez no meu dia original de postagem: acho que a falta de criatividade que assolou O Amoroso também me pegou. Mas vamos lá.

No último final de semana eu me juntei ao coro dos DeMolays que moram sozinhos/em república e que se vêem obrigados, de tempos em tempos, a dar aquela faxina na casa. Geralmente nos finais de semana, esses momentos de arrumação são praticamente eventos na nossa vida, podendo se levar um dia inteiro só fazendo isso. Arrasta sofá, enrola tapete, junta louça suja… E em pouco tempo (no meu caso levei seis horas – a situação tava feia!), o mundo ao nosso redor se transforma.

No meio da confusão, entre produtos de limpeza e panos de tirar pó, a gente redescobre cada coisa… É impressionante a quantidade de sujeira que conseguimos juntar se não passamos pelo menos uma vassoura na casa durante a semana! Eu tenho mania de juntar papéis, seja qual for o tipo: com telefones importantes (ou não), com promoções mirabolantes (ou não), com lembretes urgentes (ou não)… Cupons fiscais, recibos de cartão, carnês, malas-diretas: fragmentos de um passado que são acidentalmente descobertos depois de terem sido usufruídos e temporariamente esquecidos.

Assim também é a nossa vida. Por mais que os sábios e os livros de auto-ajuda digam que relaxar e deixar a vida acontecer é o mais importante, acredito que a limpeza de pensamentos, ações e tudo o que realmente não nos leve pra frente deve ser constante. O ser humano sabe guardar setimentos – bons ou não – de uma forma assustadora às vezes. E tais sentimentos começam a encher a cabeça, a incomodar e a realmente tornarem-se um problema. Aí, para se livrar deles, só mesmo anos e anos de tratamento psiquiátrico uma boa dose de ânimo…

E qual é a sensação que sentimos quando a casa está finalmente limpa? Alívio? Bem estar? Conforto? Todos estes, meus caros. A gente se sente leve e, mesmo sujos de faxinar o dia todo, limpos. Como se tivéssemos sido fundidos àquele ambiente. Mesmo cansados, a gente sabe que todo o esforço valeu muito a pena e, de tão bem que nos sentimos, prometemos solenemente que aquela situação vergonhosa não se repetirá tão cedo e que pelo menos um paninho úmido nos móveis vai rolar durante a semana.

Tá certo que a gente acaba esquecendo uma vez ou outra desse compromisso (tema para posts futuros, hein?), mas pretendo ressaltar aqui a forte sensação de autocontrole que conseguimos ao nos esforçar por algo que queremos mudar. Lembrem-se: o sacrifício leva à perfeição. É ele que nos molda e nos faz cada dia melhores!

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O Cortês, mesmo atrasado na postagem, sente-se muito feliz por ter deixado sua casa um brinco e, com isso, ter se livrado de muitos fantasmas do passado.

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2 Comentários

  1. Eu não consigo arrumar meu quarto. =p

  2. Cobra quanto pela faxina? Tou precisando de uma com gás total…


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