Sois DeMolay?

“Lógico! Você foi na minha iniciação! Não tá lembrado? Foi naquele dia que o MC falou que a mãe dele ia parar de reclamar, pois a gestão ia acabar”.

Cena nova pra você? Pra mim não. Infelizmente!

Em um dos Capítulos que visito, já cansei de ensaiar as formações da ritualística DeMolay. Toda iniciação, toda elevação é a mesma coisa: não sabem como fazer nada! Aí fico com aquela triste sensação nostálgica: no meu tempo os DeMolays costumavam decorar as falas e as movimentações. Conversando com um Irmão essa semana, ele foi bem Franco ao dizer que estamos fadados à extinção. E eu fiquei refletindo sobre o assunto. Se eu acho o DeMolay tão bom, por que estaríamos destinados a acabar?

Chamei um colega de faculdade pra ingressar no DeMolay e, depois de muito resistir para dizer não (tinha medo de como eu reagiria), ele negou ter interesse. Não entendi. Mas cada vez mais começo a pensar como ele parece infelizmente estar certo (maldito, maldito, maldito, mil vezes bendito) – rende outro post

1º ponto: os jovens estão cada vez mais vazios. Nossas cerimônias não são fórmulas vazias, mas se os jovens a quem elas se destinam estão cada vez mais vazios, não nos resta muitas opções para iniciação. Podemos mudar a juventude? Duvido! As revoluções culturais parecem ter se estancado após maio de 1968, a não ser por figuras que estão mais próximos de rebeldes sem causa do que para modificadores do entorno – vide ídolos do pop/rock, a exemplo de Renato Russo e Cazuza, que modificaram padrões, porém foram incapazes de mudar o forma dos jovens pensar a vida.

2º ponto: Uma organização com quase 90 anos de existência, se não se adaptar a uma série de mudanças vai realmente acabar. O próprio DeMolay International enfrenta o esvaziamento das fileiras nos EUA, com o aumento nada discreto das ofertas de consumo para os adolescentes – quando criada, a DeMolay lidava com crianças também, já que adolescente era a partir dos 14 ou até 15 anos. Se tem games diversos (sem relacionamento interpessoal), se tem opções de diversão mais solitárias, os nossos atuais colegas de classe – jovens – não se interessam por mais do mesmo que é o que temos nos tornado.

3º ponto: Essencialmente, a DeMolay pode até ser perfeita. Seus membros, como já se sabe não o são. O problema é que nem buscam ser – ou tentam. É difícil tentar colocar em prática aqueles Sete princípios que ensina a Ordem? Pelo que eu ando vendo, é impossível. Não nos entendemos internamente. Nossas instituições viraram cabide de colares. Alguns acreditam piamente que nasceram para isso, e se fecham num clubinho tão escroto que nem sabem que existe um mundo lá fora. Esquecendo dos princípios pra que fomos criados, pra que existir?

4º ponto: PUTAQUEPARIU! Idiotas que somos, olhamos para o próprio umbigo o tempo todo e nem vemos o que nos circunda. E, quando o fazemos, taxados de idiotas pelos que não são DeMolays, abandonamos os objetivos por vergonha. Quem tem vergonha não é homem. Quem tem vergonha de dizer que faz o que faz é um fraco! Se você se sente tímido ao ouvir alguém perguntando o que é DeMolay – a depender da situação – não merece estar num grupo como ele. E, por pessoas como você – e eu – o DeMolay está fadado a acabar!

O Amoroso está cada vez mais decepcionado com seus Irmãos. E com a vida. E com o Brasil. E com tudo!!!

PAREM O MUNDO! EU PRECISO DESCER!!!

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Sobre a Constituição

Encontrei um vídeo interessante na internet. Ele fala sobre os vinte anos da Constituição Cidadã. Muito interessante. Está dividido em duas partes. O áudio está um pouco ruim, mas dá para entender.

O interessante do vídeo, que ele mostra dois tipos de brasileiros. Alienados e Cidadãos. Tomara que a Nação DeMolay Brasileira seja parte do segundo grupo, os Cidadãos.

O grande irmão zela por ti.

Peço desculpas novamente pelo atraso do post, ontem eu realmente não tive como postar.

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O que nos motiva a aceitar todo e qualquer discurso referente à nossa Ordem e dizer que é tudo uma fórmula ativa e benfeitora? Me peguei esses dias pensando sobre determinados pontos ditos inquestionáveis de nossa Ordem e me perguntei até que pontos somos alienados pelo que tanto gostamos ou temos como imutável e belo.

Amor a Deus, à Pátria e à Família. Alguém já parou pra pensar o que significa esse discurso pronto? A origem dessas palavras, a sutileza da ordem como são ditas? Pra quem não sabe, esse era o lema do nada saudoso Partido Integralista Brasileiro, de raízes ultra-nacionalistas com pitadas de fascimo tupiniquim. Na verdade, essa forma pronta veio dos EUA para nossa Ordem, e nem por isso deixa de passar pela interpretação de máxima conservadora cheia de autocracias subliminares.

Amar a Deus, à pátria e a família? Cegamente? Não. Nada que é feito com vendas nos olhos é bom. E talvez seja por isso que a Ordem se desvirtua em minúcias, em pequenos detalhes. Jovens que não fazem idéia do que signifique a fé, do que significa o papel do Estado como provedor de bem-estar e da família como suporte primeiro e basilar de amor e carinho. São valores belíssimos porque o nosso discurso cotidiano o coloca como tal. O problema é: qual a origem dessa formação? Quando escrevemos e falamos Deus, Pátria e Família, o que queremos dizer com isso, o que esperamos que se entenda com essas palavras?

Olhai, olhai, meus Irmãos. Que as palavras têm um peso e um significado enorme. Quem sabe usar de construções linguísticas para fins não tão benfeitores, normalmente sabe o que faz. Quem tem controle da língua e do discurso, tem controle de muito mais. Leiam e ouçam mais atentamente tudo que lhes for dito, tudo que lhes for transmitido. Tudo tem um sentido velado, aberto aos olhos apenas dos que querem de fato ver.

Que conste escrito, eu amo minha família. Entendo bem o papel e função do meu Estado. E tenho minha própria relação com nosso Criador. Que essa tríade não seja um discurso vazio, em que as formas gramaticais ocupam um espaço único e nada subjetivo, mas sim um espaço para a interpretação e discussão.

As eleições estão chegando, Irmãos. Tanto nesta casa iniciática quanto nas milhares de cidades do nosso país. Olhai, olhai.

Tolerância e Persistencia para o segundo…

Acatei a idéia d’O Reverente.

Quem fez ou pelo menos tentou fazer a lição de casa deve ter percebido que tentar ser tolerante é deveras difícil, pode parecer que sempre falta algo a mais. Tolerar é: aceitar as pessoas como elas são, entender as diferenças (Viva as diferenças) e tantos outros exercícios de paciência.

Devemos persistir em nossos passos, afinal somos brasileiros e não desistimos nunca. Ter tolerância é destruir os nossos inimigos. Por que? Ao meu ver ser tolerante é demostrar compreensão com os diferentes, dessa forma como haverá desentendimentos se você e eu aceitamos que pensamos diferente? Mas para termos essa tolerância devemos destruir nosso inimigo interior primeiro, que com frequência nos faz agir com egocentrismo e orgulho, nos fazendo desrespeitar os demais.

Na Ordem, vivemos isso com grande freqüência até temos coragem para dar o primeiro passo, mas será que temos tolerância e persistência para continuar em um caminho de retidão? Falta-nos tolerância principalmente para entender os motivos de nossos irmãos e o pior sem julga-los.

Na disputa por um cargo, por uma idéia ou até mesmo contra uma sanção, não temos tolerância em compreender os fatos que serviram de base para formar a compreensão daquele que estamos tendo embate. E nos apressamos em julgar as pessoas. Esquecemos do poder da palavra ‘irmão‘ que pesa muito mais que ‘amigo’ . Por diversas vezes tratamos nossos irmãos de maneira diferente de um amigo, quantas vezes vemos em meio a um tumulto o MC dizer “Pessoal, senta todo mundo” ao inves de dizer “Meus Irmãos, sentem-se“. Deu para perceber a diferença?

Então volto a dizer, que tenhamos cada vez mais tolerância e que persistamos nessas práticas que podem cada vez mais melhorar nosso convívio.

E fica o lição:

Eu serei persistente.

Tu serás persistente.

Ele será persistente.

Nós seremos persistentes.

Vós sereis persistentes.

Eles serão persistentes.

E quem quiser postar textos aqui no blog, manda e-mail. Não esquece de votar na enquete!

Abraços fraternos meus irmãos e amigos d’O Companheiro.

Exaltando o ordinário

Não, meu post não será sobre as olimpíadas.

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Minha mãe cozinhava exatamente:
arroz, feijão roxinho, molho de batatinhas.
Mas cantava”

(Adélia Prado)

Tenho, ultimamente, tentado ver o lado simples das coisas. Confesso que minha mente, assim como a da maioria das pessoas, condicionou-se a não aceitar menos do que padrões e, fazendo assim, julgamentos apressados e nem sempre coesos. E nessa dança a gente perde tanta oportunidade de, através do trivial, da rotina, do feijão com arroz, descobrir as maravilhas que a vida pode nos proporcionar.

Comigo é sempre assim: saio de casa, chego no trabalho e começo a ver meus e-mails pessoais antes de partir para a maratona diária de tarefas intermináveis. E é nesse meio tempo que eu descubro um casal de velhinhos fazendo cooper juntos como dois adolescentes, sinto a brisa fresca da manhã no rosto, recebo notícias daquele amigo que mudou-se para outro estado… Atitudes banais, mas suficientes para semearem em mim mais vontade de prosseguir o dia e de descobrir mais maravilhas do cotidiano.

Não tenho tido tempo para participar mais ativamente das atividades do meu Capítulo e sempre que eu encontro um ou dois ou vários DeMolays acabo me surpreendendo. Primeiro porque é sempre a mesma coisa: fala-se das reuniões, do que cada um tem feito, quem pegou qual cargo. Mas aí eu sinto em cada um aquele olhar próprio, aquela forma diferente de contar o que pensa, sente e vê. E é exatamente essa “forma diferente” que torna o nosso “feijão com arroz quinzenal” algo tão único para o resto de nossas vidas.

Encerro o texto deixando vocês com um trechinho da entrevista da Adélia Prado no programa “Sempre um papo”:

A entrevista completa vocês podem ver aqui. É um pouco grande, mas vale muito a pena! 😉

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O Cortês acredita que basta cada um ver as maravilhas de suas rotinas diárias para descobrirem o quão mágica é a vida.

Fazendo o “Para Casa”.

Conjugação do verbo da Lição número 1:

 

Antes da O.D

Eu não tolerava.

Tu não toleravas.

Ele não tolerava.

Nós não tolerávamos.

Vós não toleráveis.

Eles não toleravam.

 

Depois da O.D

Eu estou tentando tolerar.

Tu estás tentando tolerar.

Ele está tentando tolerar.

Nós estamos tentando tolerar.

Vós estais tentando tolerar.

Eles estão tentando tolerar.

 

Um dia…

Eu tolerarei.

Tu tolerarás;

Ele tolerará

Nós toleraremos.

Vós tolerareis.

Eles tolerarão.

 

Que o Moço do Céu, ajude-nos a cumprir.

 

O Tio Reverente ficará feliz em ver que estão conseguindo colocar em prática a lição de casa. Assim como pede aos antigos tolerantes que voltem a tolerar, aos atuais tolerantes que permaneçam tolerando e aos futuros tolerantes que tentem ao menos cumprir a lição aprendida.

O pseudo-orgulho Olímpico

Quadriênios são momentos marcantes para o esporte mundial. Sempre nos anos pares, alternadamente, o Brasil pára (por favor, mantenham o acento diferencial). Uma vez pra assistir a copa do mundo de futebol. Outra, para as magestosas e enganosas Olímpiadas. Hoje, encerrou mais uma edição dos jogos olímpicos modernos (motivo pelo qual me atentarei apenas a eles) e, mais uma vez, a população assistiu à enchente de informações sobre esportes que nos outros anos ninguém nem sabe que se pratica e também para acompanhar o caminhar dos “heróis” olímpicos brasileiros. Pois é, isso é uma cena comum no imaginário do nosso querido e imenso Brasil que, infelizmente, vive a espera de heróis…

A decepção dos grandes atletas, primeiros nos rankings de seus esportes, mostrou que um País que dependem de poucos nunca poderá ser uma potência esportiva. Cielo, Maurren e as meninas do volei encheram de orgulho os brasileiros. As outras medalhas que vieram, apesar de não tão valorizadas já colocam os atletas como grandes nomes do esporte nacional. Mas isso só agora. Em 2009, quase ninguém lembrará que há esses esportes. A nossa vidinha voltará ao normal e esqueceremos nossos heróis olímpicos. E esperaremos mais quatro anos para ter orgulho de sermos brasileiros? Espero que eu esteja enganado.

Se um povo tem consciência de seu potência ele irá longe!

O Amoroso continua esperançoso e hoje quase falha com a postagem… desculpem assíduos leitores…