Recordar é viver?

Costumam dizer que “quem vive de passdo é museu”. Relembrar velhas histórias, fatos do passado podem fazer-nos prisioneiros de situações que quase nunca voltam. É uma forma de alimentar expectativas de se ter um futuro tão bom ou até melhor do que o que foi vivido outrora, porém nos dá uma certa impotência de agir e arriscar o novo. Claro que a preservação da memória é importante, mas como forma de relembrar as coisas boas e aproveitar as coisas ruins para aprendermos a não errar novamente.

Num Capítulo, por exemplo: pensem no quanto as gestões seriam cada vez melhores se procurassem saber o que as administrações anteriores fizeram de errado e procurassem agir no foco desse erro. Ou ainda se cada um de nós cedêssemos um pouco de nossas experiências na Ordem aos que chegam. Assim como em várias outras situações, usar o passado para melhorar o futuro é uma maneira inteligente (e barata, diga-se de passagem) de tentar melhorar.

O grande problema é quando se utiliza do passado para justificar os erros do presente e as conseqüências do futuro. Tá que os três tempos estão intimamente ligados, mas nem sempre uma coisa tem a ver com a outra (vejam bem: eu falo aqui de passado REMOTO, não de um segundo atrás). É muito fácil falar que “minha gestão é uma bosta porque a gestão passada bagunçou o Capítulo”: não se vê tão facilmente um Mestre Conselheiro dizer algo do tipo “o que podemos fazer para reverter esta situação que a MINHA gestão causou?” e é esse excesso de dedos apontados para a culpa alheia que me preocupa.

Mais que usar as recordações para amenizar os problemas do cotidiano, é importante que saibamos construir nossa própria história. Pensem nisso! 😉

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E O Cortês continua achando que o passado era melhor, mas que ele não volta. De qualquer forma, luta para agir quase sempre com os mesmos sentimentos de antigamente.