Seria trágico, se não fosse cômico.

A questão que não se omite:

Vocês já observaram como é difícil e cômico ser DeMolay?

 

Hoje, acordei às 6 da manhã e olhei no relógio quantas horas era, estava assustado achando que que pensei ao estava atrasado. A primeira coisa acordar foi:

_Hoje tem Convocação!!! Quantas horas são agora?

Dormi novamente, mas sempre acordava e pensava: TEM CONVOCAÇÃO. Hoje, sábado é um dos poucos dias que posso dormir tranqüilamente durante a manhã. Mesmo assim a preocupação com a Ordem me fazia revirar de um lado para o outro na cama. Por fim, levantei às 10 horas, tentei ligar para um Sênior Demolay do meu Capítulo para ver se ele iria pra Convocação, até porque esta seria noutra cidade há 40 quilômetros daqui. Ele não atendeu e não retornou. Liguei na Rodoviária e perguntei horário de ônibus, não tinha nenhum que chegasse a tempo para a Convocação. Logo, liguei para um tio que iria. Mas dei meu lugar no carro para um Cavaleiro mais novo que eu. Preferi que ele fosse e eu “me virasse”.

Assim liguei para o Ilustre Comendador Cavaleiro e expliquei que não tinha como ir. Almocei preocupado com isso. Não me conformava com a idéia de não ir. Era 12:35 quando o mesmo me retornou e em um telefonema me disse:

_Você vai de moto comigo.

Bom, não hesitei. Eu tenho traumas de moto, quando criança, não tive boas experiências, me queimei além de ter levado um susto imenso. Não subia em uma moto desde então. Mas, estamos aqui pra enfrentar né?!

Fui. Chegando até a moto, subi, coloquei um capacete menor que a minha cabeça que me sufocava. Algo bastante cômico, apesar de sentir uma pressão na parte superior da cabeça, meu nariz ficava levantado pelo capacete. Péssima a situação. Além do que não é normal ver dois caras vestidos com roupa social em cima de uma motocicleta dirigindo, estou correto?!

Certo. Paramos no posto de gasolina, e veio a pergunta:

_Você tem carteira para dirigir?

_Sim, tenho, tirei há um mês!

_Já saiu da cidade ou dirigiu na Rodovia?

_Não, mas a gente consegue!

Com um semblante não muito animador subi novamente na moto. Quando chegou na estrada a velocidade aumentou, aquele capacete infernal me apertava e me incomodava. As mãos congelavam nessa época de frio da região. A gravata quase voava. A cada “quebra-molas” ou buracos na estrada era um pulo imenso em cima da moto. Fazendo caras e bocas em cima daquela tortura de duas rodas, percebi em menos de 5 minutos de viagem, que sem querer num dos pulos eu empurrei com o pé o pedal, e não tinha onde apoiá-lo mais. Sendo assim, viajei com uma das pernas no vácuo.

 

Estão rindo?

 

Com paramento demolay, com um capacete incômodo, mãos empedradas em forma de gelo, uma perna no vácuo, e uma posição bem indiscreta de dois caras numa moto, segui firme ali. De repente, percebi uma dor no braço imensa, afinal todo o peso do meu corpo estava sendo colocado nos meus braços, e as mãos formigavam junto com isso uma câimbra na perna que estava no vácuo. Pensei:

_Caramba! Essa cidade não chega não?

Quando olhei à minha frente a cidade apontava lindamente!!! OBS: não soltei fogos de artifício em comemoração porque não seria ideal largar as mãos e continuar a viagem [rs].

Quando desci da moto, estava pálido, mãos dormentes, pernas bambas e o VRUM VRUM VRUM VRUMMMMMMMM da moto nos meus ouvidos.

Após as Cerimônias, subimos na moto novamente e voltamos ao rumo de onde viemos.

Chegamos na estrada, e o frio tomava conta e estava bem pior que antes, já que era tardezinha. O capacete estava da mesma forma, até porque nem ele aumentou e nem minha cabeça diminui durante o tempo que estava em reunião. [haha]

Quando chegamos ao meio do caminho, carros começaram a dar sinal de luz, informando que algo à frente estava a nos esperar. Depois de alguns quilômetros, avistamos uma blitz. O irmão motorista parou na hora e disse:

_Minha carteira é provisória, creio que está tudo certo com a moto. Porém se não tiver, eu perco minha carteira.

Subimos na moto e voltamos antes de nos aproximar da Blitz. Pelo que eu vi, nada irregular na moto do sujeito, mas vai saber, se o cara perde a carteira e ainda leva multa ia ter muito problema. Voltamos e entramos em uma estrada de terra.

Estrada boa aquela! Sabe aquelas terras finas com pedras no meio? Então, algo bem radical para dois caras paramentados num sábado a tarde, jogando a moto de um lado a outro e o frio praticamente cortando nossos rostos. O sol se escondendo e nem sabíamos onde estávamos. Por fim começou a passar carro atrás de carro e começamos a comer poeira. Por fim e exaustos chegamos em um bairro da cidade, uma entrada não utilizada que saía da Zona Rural. Depois de ter deslizado na estrada, visto mato, mato, mato, vaca, mato, chegamos em uma rua ótima toda feita de paralelepípedo que faziam os dentes baterem algo assim: TEC TEC TEC TEC TEC TEC TEC. Sensação bem estranha.

Quando desci da moto, pálido, paramento marrom-terra e todo bambo agradeci a aventura. Quando descia para minha casa comecei a rir.

Meu Deus! Como é difícil ser DeMolay. E pior, todos passam por uma dessas.

 *****

Agora falando um pouco mais sério, durante a Cerimônia do Convento, fiquei tentado a pensar durante o tempo que avistava as Sete Grandes Luzes de um DeMolay. Engraçado pensar que estava acontecendo ali a reunião do meu Convento, assim como sei que hoje Capítulos se reúnem em todo o Brasil, Távolas também. Bethéis em todo o Brasil também. Estava acontecendo o Congresso Nacional do Supremo para o Brasil em Cuiabá, e meninas do Estado de Minas Gerais reunidas em Grande Sessão em Belo Horizonte. O interessante é ver que diferentes pessoas, com culturas variadas, atividades variadas, educações diversas se reúnem em todos os lugares em busca de UM MESMO IDEAL. E o bom é que não se dão conta, de que enquanto estão reunidos ali, outros milhares também estão em outros lugares, fazendo as mesmas coisas, e buscando a mesma evolução.

 

O Reverente agradece a Deus pela oportunidade de ser DeMolay e poder usufruir da Evolução em todos os sentidos. Isso me basta.

2 Comentários

  1. Ainda bem que você é consciente de que a gente rir mesmo lendo isso…

    [HAUAHUAHUAHUAHUHA]

    Valeu!

    Ser DeMolay: NÃO TEM PREÇO!

    Abraço,

    Yan Walter
    DeMolay de Teresina.

    PS. Passa lá no meu blog!

  2. Ri muito, desculpe!


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