Meu voto por um jantar

Novembro de 2005. À época já ocupava um cargo de boa dimensão na Ordem DeMolay. Enquanto isso, na Cavalaria, ficava jogado às traças junto com os livros de Ata e Caixa, visto que trabalhar com Secretaria era um carma (uma perseguição até). Para sair, tentei candidatar-me à função de Comendador Escudeiro e esbarrei num pequeno impencilho. Meu “adversário” e até amigo, tinha uma carta na manga. Ou melhor, um jantar na manga. Bobo como sempre fui na política DeMolay, não acreditei que isso acontecia. Mas, pra minha lástima e amadurecimento, acontecia. O dileto Irmão que concorria comigo, ganhara no 2º critério de desempate (idade) já que empatávamos no 1º. E havia pago um jantar para o votante que empatou a eleição. Pelo menos, um Irmão teve sua fome saciada. rsrsrsrsrs

Lembrei disso, pois, nesse final de semana, recebi uma convocação de meu Irmão consagüíneo através de minha mãe: “Traga seu paletó. Você tem que ir pra reunião”. Ouço e obedeço!!! Hehehehehe
Chegando na reunião, vi uma cena se repetir pela enésima trocentésima vez nos parcos anos de existência de meu Capítulo (por enquanto, ainda maiúsculo): briga por eleições. Nada mais incomum, no exercício de democracia mínimo DeMolay. Aí, além da memória da compra do voto, lembrei também de episódio s semelhantes na história de diversos capítulos: ‘se eu for eleito você pode escolher o cargo’ ou ‘se for eleito levo o capítulo inteiro pra o congresso’ ou ainda ‘se for eleito, vamos fazer festa toda semana’. É absurdo, mas todo mundo presenciou ou ouviu falar de algo assim. Mas, ao invés de estranharmos achamos comum. Isso é normal?

Recriminamos tanto a política comum e, no DeMolay, vemos reproduções micro do mundo macro. Será que além de coibir, não devíamos reprimir qualquer tipo de atuação que venha a cercear, mesmo que displicentemente, a liberdade democrática? Que eu saiba, a compra de votos é um exercício semelhante ao coronelismo. Ou estou errado? Se no micro-ambiente em que vivemos, encaramos com naturalidade ações desse tipo, como poderemos mudar o mundo (“vocês são o futuro”)… tio Land deve se remoer quando sabe das confabulações que realizamos pra ganhar eleições no DeMolay… afinal, foi isso que ele apregoou?

AJUDEM!!! Crise de existência DeMolay… pra que servimos mesmo??? Se, quase sempre, reproduzimos aquilo que recriminamos?

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2 Comentários

  1. A cada dia que se passa eu me sinto ainda mais previlegiado por pertencer ao meu Cap. *.*

    Não temos nada disso, viva! =]

    Democracia honesta, e zás…

    As pessoas aqui não falam “planos” em sí, falam somente os feitos… Afinal, todos (bons governantes) querem assumir uma liderança em prol dos cidadãos em comun, então, os planos não devem ser feitos por ele, e sim, pelo povo… É o que eu penso… Então, só precisamos de governantes honestos, que ouçam o povo =]
    Logo digo, no meu Cap. tenho ótimos exemplos desses…

    Abraços em DM

    Eron”

  2. Excelente post!

    Realmente, Eron, graças a Deus estamos longe deste tipo de coisa!
    Mas infelizmente ainda há lugares/regiões/estados em que isso acontece. E muito!


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