A Vida é a arte do respeito, embora haja tanto desrespeitos pela vida…

Olá leitores do Caí de Paraquedas… Gostariam primeiro de me dirigir ao meu Irmão O Amoroso, e pedir licensa para postar juntamente com ele neste dia.

Vinícus de Morais escrevreu: “A vida é a arte do encontro, embora haja tantos desencontros pela vida.” Realmente… Uso esta frase de Vinícius para comentar sobre um negócio que intrigou-me esta semana lá no meu capítulo.

Estava ocorrendo uma reunião de mesa redonda e a discussão estava até bem interessante, todos participando entre DeMolays ativos e Seniores… Aí um sênior de grandes serviços prestados em muitos anos de Ordem fez um comentário sobre o assunro em questão e, do nada, foi hostilizado por um outro DeMolay que já tinha ocupado um alto cargo estadual. Bem não foi assim bem uma hostilização, mas colocou em dúvida a integridade e ética deste nosso irmão sênior.

Acompanhei com um pouco de repúdio, pois por mais que o irmão sênior tenha sido um pouco negligente tempos atrás, o outro não poderia ter agido daquela forma, principalmente por conta de tudo que o “velhinho” já cosntruiu em prol do capítulo. Lembrei de outra música, agora do Jorge Aragão chamada “Moluque Atrevido” onde ele fala “Respeite quem pôde chegar onde a gente chegou.”

Por tudo que o camarada já fez no capítulo, Respeito é mínimo que ele pode receber em troca. E acho que a tolerância e o benefício da dúvida foram deixados de lado principalmente quando essa besteira de cargos sobe à cabeça de nossos jovens dirigentes. Então parafraseando Vinícius de Morais: A Vida é a Arte do RESPEITO, embora haja tanto DESRESPEITO pela vida.

O Puro (respeitosamente)

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Origens iguais, costumes diferentes, APENAS UM

Quando iniciamos na DeMolay um dos primeiros sites visitados, sem sombra de dúvidas, é o DeMolay International. Lembro-me o quanto fiquei impressionado ao ver aquela logo correndo atrás do mouse. Muito massa! Passados alguns bons anos, o site além de ter um novo visual está completamente atualizado, vale a pena conferir. A primeira visita foi repleta de perguntas. As iniciais eram quanto ao idioma, já que não entendia bulhunfas de inglês (como se hoje fosse diferente rsrsrs). As outras eram referentes a questões sobre ritualística, situação administrativa da ordem, simbologia, etc. E revirava, revirava e não achava nada de útil.

Uma boa fonte pra essas coisas era o site do Capítulo Ilhéus nº 58, de Ilhéus – BA (hoje SCODRFB com uma cisão interna que resultou no São Jorge dos Ilhéos – SCODB). Adorava visitar a página deles, pois, apesar de não ter novidades, era uma excelente fonte para achar cerimônias públicas e textos sobre simbologia. As Cerimônias Públicas não se resumiam à Flores e Luzes. Tinha Especial do Dia das Mães, Cerimônia do Pai Nosso, Casamento, etc. Diversidade tremenda. E os textos sobre simbologia não tinham a fonte, mas eu julgava sempre muito interessante. O tempo foi passando e eu fui me perguntando de onde vinha tudo aquilo, já que no DeMolay International eu não achava. E, buscando detalhes, achei algumas possíveis origens.

No final da década de 1980, início de 1990, quando o Irmão Monjardim era MCN (e até antes de sê-lo) escreveu uma série de monografias sobre Ordem DeMolay. Algumas delas, resultariam no clássico da literatura DeMolay “A Ordem DeMolay através dos tempos”. Outras ficaram esquecidas com os demossauros que, de vez em quando, ao aparecerem nos Capítulos, dizem que está tudo errado na ritualística. Mas, a maturidade acadêmica me ensinou que devemos sempre perguntar quem disse o que e de onde tirou. E as indagações permaneceram…

Tendo acesso a importantes publicações do International Supreme Council e do DeMolay International (duas coisas para alguns, uma para os outros), percebi que não eram fontes. Então de onde saiu a questão das cores das capas? E a simbologia da vestimenta alvi-negra? E o punhal dos Conventos? Nos EUA, pátria mãe do DeMolay (fato esse que, por mais que não gostemos, é inquestionável) eles não possuem padrão de capa nem de roupa. A Cavalaria lá ‘malmente’ (neologismo) existe e eles não usam punhal. Pois é. Depois de algum tempo, algumas crenças caíram por terra. Porém, acho importante um comentário. Será que a Ordem não mudou tanto quando chegou no Brasil que a pitada de brasilidade foi, além de interessante, muito importante para a construção da identidade DeMolay Brasil/ DeMolay Brasil (sem valoração de quem vem primeiro, por favor)? Temos duas Ordens DeMolays? Acredito que o que nos faz um (graças a Deus e sem brigas de Supremos) é o nosso ritual. E, este sim, caso seja cumprido a risca e de acordo com a tradução original nos faz apenas um. E como a pulserinha azul fala: “We are ONE – DeMolay”.

Quem quer dinheiro?

Iniciação + Mensalidades + Paramento Completo + Encontros Regionais + Elevação + Congressos + Investidura + Viagens ao Convento e outros Capítulos + Mensalidade do Convento + Mensalidade do Colégio…

E por aí vai. Agora me responde: dá pra ser DeMolay sem grana? Não. NÃO. DEFINITIVAMENTE, NÃO.
E não me venham com esse papo romântico que devemos acolher e ajudar. Se seu Capítulo tem essa grana toda pra dividir estes custos, deviam abrir uma ONG na periferia. Gente, a Ordem DeMolay é MAIS UMA INSTITUIÇÃO, quer queiram vê-la como um clube, como uma associação de bairro, como entidade religiosa, qualquer coisa – não vem ao caso! E TODA instituição precisa de dinheiro para manter uma estrutura minimamente.

Já estou com meu escudo aqui pra me defender das pedras que virão. Mas podem jogar à vontade, porque minha resposta é a seguinte: Ah, então qualquer que seja uma boa pessoa realmente pode iniciar sem ter grana. Ok. O padrinho vai pagar a Iniciação (se for Maçom ou Senior já mais velho, claro, porque DeMolay não tem grana pra isso), o Capítulo vai isentar da mensalidade (e com isso esse cara vai praticamente usar de uma “quota” em detrimento de quem honra sua obrigação), todos os Irmãos vão dividir os custos de inscrição, hospedagem e transporte para os eventos (afinal, todos têm dinheiro para pagar a sua parte que é SEMPRE BARATA DEMAIS, Ó CÉUS E MAIS! Pagar mais uma parte, afinal, dinheiro é mato) daqueles que não tem como pagar, e por aí vai???

Não, gente. Não é assim que acontece. Temos que ser mais realistas. Em momento algum falei sobre a capacidade e os atributos de um possível DeMolay. Não é isso que está em discussão. Eu não me sentiria bem num lugar em que não consigo acompanhar aqueles ao meu redor. Pensem só: todos querem sair depois da reunião para um bar ou um show que pede 15 reais para entrar. Eu já tenho tudo pago pelos Irmãos, mas resolvo ir. Ok, de onde vem esse dinheiro? Se tem pro show, porque não tem pro Capítulo? Complicado. Outra situação: imaginem dois Irmãos num congresso e a barraquinha da Sete Virtudes vendendo aquele zilhões de coisas. Todos compram os rituais novos, pins, camisas etc. De onde eu vou arranjar dinheiro se o próprio evento foi uma doação?

Infelizmente, a nossa Ordem ainda não tem condições financeiras para sustentar “isentos”, no sentido literal da palavra. Temos que confiar que a via de mão dupla entre membros que pagam suas taxas obrigatórias e a instituição que oferece serviços, servirá para, no futuro, fortalecermos nossas estruturas no sentido de pensarmos até em fazer com que jovens de outras classes sociais se tornem DeMolay.

Nossa Ordem não é para ricos, tampouco para pobres. E acho que dizer isso dói muito, mas tem que deixar de ser um tabu. Não conheço nenhum DeMolay que não tenha boas condições de frequentar a Ordem, afinal trabalham e eles mesmos pagam suas taxas e custos relacionados ao seus Capítulos e compras diversas. O que tem que parar é o romantismo exacerbado em que a demagogia impera sobre a racionalidade – assim são os pobres, mas de espírito.

Dias decisivos…

Decisões, convivemos com elas todos os dias. Desde o amanhecer, quando acordamos e escolhemos a roupa que vestiremos, a ordem com que faremos as coisas. Tudo nos impõe uma decisão e um caminho que decidimos trilhar. Nunca saberemos se uma outra roupa ou o horário de saída de sua casa faria o seu dia diferente, ou seja, não há o que se arrepender das decisões que tomamos, nunca saberiamos como seria se optássemos por outra(decisão).

A cada decisão que tomamos temos que saber tirar proveito dela o máximo possível(sem perversidade aqui), e algumas delas trazem experiências que marcarão e nos modificarão para o resto da vida. E é claro influenciarão nas futuras escolhas que fizermos.

No Capítulo DeMolay não é diferente, temos várias escolhas à fazer, desde como participaremos efetivamente das atividades da Ordem, bem como de quem escolheremos para ser o Mestre Conselheiro, ou a ação que vamos realizar mês que vem. Nós é que decidimos o futuro que teremos dentro da Ordem e para a Ordem.

Vivemos dias decisivos para a própria Ordem DeMolay e isso fica ainda mais díficil quando vários irmãos omitem-se de decidir ou de participar do processo decisório. Não vamos deixar que decidam por nós. Não se esqueçam que o que vivemos hoje em dia na Ordem é fruto muitas vezes da nossa omissão no passado em decidir e participar e é claro da decisão de poucos.

Então, amanhã quando for levantar, escolha bem com que roupa vai sair…

Brancos, nulos e indecisos

Você é DeMolay? Sim ou não?

Esta pergunta não tem uma terceira alternativa, assim como tantas outras. Porém, muitos irmãos insistem em ver nesta pergunta mais que três palavras. É o famoso “ler nas entrelinhas”: tudo depende de quem pergunta, de como pergunta, de quando ou onde pergunta… E aí, se a pergunta “aparenta” ter um duplo sentido, abre-se um universo de possibilidades para uma resposta que, em teoria, seria tão simples.

A dúvida é sempre válida. Eu, particularmente falando, aprecio demais quando me perguntam algo e adoro perguntar quando tenho dúvida – por mais imbecil que possa parecer. Acho que por participar constantemente de processos criativos, brainstormings tornaram-se uma rotina. Perguntar, duvidar, indagar e até mesmo levantar hipóteses: fases interessantes de tais processos e que podem fazer parte da rotina de um Capítulo facilmente.

Mas vocês já notaram quando, por exemplo, o Mestre Conselheiro coloca algum assunto em discussão e pede opiniões e só alguns irmãos se levantam para palpitar? Será vergonha? Medo? Descrença? Sem querer parecer Bertold Brecht, mas ser indiferente a qualquer tipo de processo decisório é a porta para o caos. E mesmo que não se possa participar diretamente de determinado processo (como já explicou aqui mesmo o nosso irmão O Fiel), a opinião deve ser, de alguma forma, manifestada.

A Ordem DeMolay, mais do que nunca, precisa de idéias, sugestões e críticas construtivas (sim, porque é muito fácil apontar o dedo e reclamar, né?). E vivemos uma fase de ambos os Supremos (creio eu – corrijam-me nos comments se eu estiver errado) em que a falta de transparência não é mais tolerada. Sendo assim, não seria útil fazermos o mínimo para ajudar a melhorá-la? Alguém aí já pensou em procurar a ouvidoria de seu GCE (e viva a sigla que serve para os dois lados!) e propor o que quer que fosse, sem ter que esperar um congresso estadual para, enfim, fazer panelaço e reclamar de tudo? Ou melhor: alguém aí sabe que existe ouvidoria no seu GCE? Mais duas perguntas de sim ou não e que, dependendo de quem, quando, como, onde e porque pergunta, podem ter inúmeras respostas…

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O Cortês tem 1001 idéias para melhorar a Ordem – várias delas em prática, felizmente.

Qual é a Oitava Virtude da Ordem DeMolay?

Olá queridos irmãos leitores do Cai de Paraquedas.

Depois de um tempo hibernando, O Puro está de volta. Na verdade é o novo PURO, com mais idéias e um jeito peculiar de ver os asuntos de nossa Ordem.  Era pra este post ter saído na semana passada, mas como ainda estava em processo de “renascimento da fênix” da pureza, apenas hoje consegui minha alforria. Então como novo primeiro post, veio-me uma pergunta: Qual seria a oitava virtude de nossa querida Ordem?

Prudência, talvez esta fosse a oitava virtude que somaria com as outras sete para formar a base orientadora de nós que buscamos viver de forma correta segundo estes preceitos. Mas porque a prudência? O que seria prudência para a Ordem DeMolay? Olha… nesses breves anos (mais de 10 e menos que 20) de estrada fraternal evolutiva, já vi muita coisa ruim acontecer por conta de precipitação, pra não dizer afoitismo (se é que esta expressão existe), por parte de nossos queridos irmãos. E por que não dizer, sem querer apenas apedrejar Madalena, por minha parte também.

A prudência, quando usada de forma clean, é muito valiosa e se consegue muita coisa. Entendam, ser prudente é exercer a tolerância sem ser submisso. É usar todo o seu “traquejo” e desenvoltura para escorregar como um “lux luxo” das mãos das adversidades e das coisas pérfidas que às vezes travam nossas ações em busca de “fazer o bem e sermos melhores” (bonito isso né, eu li num livrinho branco!).

Mas, quem sabe, poderíamos ter como oitava virtude a compaixão. Putz que nome bonito pra uma virtude. COMPAIXÃO. Mas aí penso na quantidade de candidatos a Jesus Cristo que iriam aparecer obstinados por uma “crucificação poética” com um discurso muito bem escrivinhado taxando-se de Salvador… Eu hein, cruz credo! É sarcástico, mas é real. Nossa Ordem, apesar de ensinamentos de imenso valor social e filosófico, somos seres humanos e de todos os tipos, portanto vivemos ainda com personagens que gostam de estar na “Broadway” de Fraternidade, ou seja, querendo sempre estar sob os holofotes…

Mas somos quem somos, isso não podemos mudar. Aliás, não queremos mudar mesmo, já estamos com quase 1 século de vida no mundo e quase 30 no Brasil, e até hoje nossa Ordem tem se mostrado cada vez mais forte, apesar do pesares, e cada vez mais jovem… Sim, jovem por serem estes o alimento, o combustível que queima a chama das sete velas virtuosas. E por sermos jovens, com certeza, o sentimento que mais impera na juventude é a Alegria. Então porque não ser esta nossa Oitava Virtude. Quando agimos sob o efeito da ALEGRIA, somo muito mais prudentes, e realmente sentimos compaixão. Com alegria você está sempre sob os holofotes da Felicidade, e sendo Feliz a ordem rejuvenesce de novas idéias, de novas atitudes e de novas esperanças para continuar edificando o Amor entre pais e Filhos, Reverenciando nosso pai Celestial, a Boa Educação, a Amizade entre Irmãos, o Compromisso Fiel, a Verdade de Pensamentos e Ações e o Amor por nosso País.

Então que seja a ALEGRIA, nossa Oitava Virtude DeMolay.

O Puro (renovado)

CUltura???

Rit em todas as listas de discussão que participo (leia-se que não são poucos – aproximadamente 30 relacionadas à Ordem DeMolay e à Maçonaria), o Funk do Maçom foi visualizado em menos de 4 dias por mais de 1.000 desocupados (dados antigos diga-se de passagem). Diante do processo de massificação alcançado por mais esse exemplo de cUltura inútil, resolvi postar algumas reflexões acerca do assunto.

Teóricos da cultura, já diriam meus malditos professores, são extremamente críticos quanto à processos da grande mídia de divulgar massivamente ritmos como o axé, o funk e o pagode.  Se antes eu já possuía um pouco de aversão à esses rits, depois de ser produto da massificação de uma faculdade de comunicação em que se discute cultura, fiquei ainda mais raivoso (eles criticam a massificação, mas acabam tornando todos uma massa, legalz). No caso do Funk do Maçom, porém, a crítica fica um pouco mais áspera e incisiva por também ser alvo da música.

Alguns DeMolays adoraram. Eu, inclusive ri pacas com a letra medonha e a batida bizonha (gíria roubada de um colega). Mas depois parei pra refletir. Quem diabos se deu ao trabalho de criar uma porcaria como essa? É alguém ligado à Ordem, isso não tenho nem dúvidas. Mas, criar uma música em que Maçons se junta com Filha de Jó pra fazer DeMolay, vocês não acham que é pedir demais???

Primeiro, chamamos os Maçons (tios/irmãos) de pedófilos já que para serem Filhas de Jó, as meninas devem ter entre 11 e 20 anos. Segundo, chamamos as Filhas de Jó de promíscuas quando suposto relações entre tios e sobrinhas. Terceiro, os DeMolays viram o que se são filhos de Maçons e Filhas de Jó? Aff, não quero nem imaginar o quão nos rebaixaram… (BRINCADEIRINHA PESSOAL, MAS NÃO IA PERDER A PIADA).

Pois bem, se vamos divulgar, vamos divulgar com a consciência de que é uma bosta. E com a análise de que trata-se de uma cUltura inútil! Blz????