Um brinde à polêmica

Pra começo de conversa: não subi no telhado. E eu preciso agradecer demais aos que comentaram isso: foram vocês me me inspiraram a escrever o que vem logo abaixo.

Polêmica vende, né? É impressionante o número de revistas e jornais (fora os péssimos programas de TV) de cunho sensacionalista que vêm se multiplicando na mídia. Existe, atualmente, uma necessidade imensa de causar, de revolucionar, de gostar de ver o circo pegar fogo. Certos assuntos, obviamente, vendem mais que outros: fulano é gay, cicrana tá fazendo filme pornô, beltrano não pára de cheirar.

A curiosidade, aquela nossa velha amiga que matou o gato, anda lado a lado à polêmica. Tudo que escandaliza, choca e geralmente foge dos patrões comportamentais da sociedade causam maior interesse no ser humano. Bizarro? Nem tanto. Olhe para si mesmo e pergunte-se quantas vezes você já perguntou o famoso “como estão as coisas?” para alguém. Sejamos francos: de boas intenções o inferno está entupido.

Na Ordem DeMolay, a valorização da polêmica também é nítida. Exemplos? Divisão de Supremos. Falta de reconhecimento do DI em relação ao SCODB. Escândalos de pedofilia na Ordem DeMolay americana. Padronização dos rituais de acordo com os padrões mais antigos. PACC. Novos graus. Homossexualismo na Ordem (recomendamos, inclusive, a leitura do Badeirante DeMolay, que abordou brilhantemente o assunto). E a partir destes a gente encontra uma infinidade de assuntos, seja nos núcleos capitulares ou no conjunto da obra.

Mas o mais interessante da polêmica é a brecha que ela dá à discussão, à formação de opinião e à reflexão. Tirando fora os mais alterados que todo mundo conhece, toda polêmica acaba nos dando um parecer mínimo sobre determinado assunto. E desse parecer é fácil deduzir que exista até mesmo um pouco de partidarismo e parcialidade. Quantos de nós, no auge do “racha”, não quis saber o que estava acontecendo com a Ordem DeMolay nacional? A partir disso, tomamos como nossas verdades a verdade do todo (isso se existe alguma – sinto cheiro de conspiração no ar, hein?) e nem sempre agimos com parcimônia.

O importante, antes até de se ter a cabeça sempre bem resolvida e antenada, é não fazer pré-julgamentos, seja qual for o tema. Para acusar tem que provar, se não o bicho pega. E a relação entre pessoas e organizações pode, assim, virar uma batalha homérica. É tão mais fácil – ouso até mesmo dizer inteligente, antes de querer resolver um problema que não nos pertence, botar na balança e ver se vale a pena tamanha moção. Como fazer isso? Ponderação e autocrítica são boas formas de avaliar a situação. Pense “e se fosse comigo?” – garanto que ajuda e muito!

*******

Esses pára-quedistas estão demorando demais a fazer aterrissagem por aqui… Mas pelo menos deu para perceber que a fila anda, né? Ótimo! 😉

*******

O Cortês achou o final do seu texto semanal uma verdadeira m***a, mas deixou assim mesmo para não criar mais polêmica.

Deixe um comentário

Nenhum comentário ainda.

Comments RSS TrackBack Identifier URI

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s