Mentiras?

Ah! Ah! Ah!

Sra Dilma Roussef, biografias como a sua me dão orgulho de ser brasileiro.

O vídeo que posto junto a este texto, meus queridos irmãos, é uma resposta da Sra. Ministra de Estado da Casa Civil, Dilma Roussef ao senador Agripino Maia (DEM-RN) na CPI dos cartões corporativos. É uma ótima aula sobre uma postura democrática e correta em qualquer circunstancia.

O fato de mentir e esconder fatos, sob tortura não nos é muito estranho, né? 😉

As lições que tiramos daquele fato histórico, que nos é repassado nos ensinamentos DeMolays, são extremamente válidas, e ter a oportunidade de ver algo semelhante nos dias atuais “não tem preço”, como dizem!

Mas, e na Ordem DeMolay, meus irmãos? Existe espaço pra mentira? Vivemos hoje um sistema político que seja no mínimo, pouco democrático, na Ordem DeMolay? Qual a porcentagem de DeMolays que se sentem representados por seus lideres? Ah… isso é pano pra muita manga e assunto pra pelo menos mais uns 2 post’s! rsrs

Muitas vezes em capítulos DeMolays nós vemos jovens se atacando, até fisicamente, pra concorrer a um cargo administrativo dentro do capitulo. Agressões verbais, acusações, verdades e mentiras jogadas ao vento, brigas, disputas, divisões… Vale a pena? Vale a pena fazer de tudo pra conseguir ser eleito a um cargo na Ordem DeMolay?

Acredito que a harmonia, a amizade, a vontade de trabalhar e de fazer o bem pela ordem devem prevalecer. Uma amizade dentro do capitulo, é mais forte e vale muito mais do que um cargo de MC, 1ºC ou 2ºC. Um projeto administrativo dentro de um capitulo, quando formulado e aplicado em conjunto tem muito mais chances de ter mais produtividade.

A Ordem DeMolay não é igual certas plantas que precisam sofrer divisões pra crescer, sejam elas em qualquer instancia, grupinhos dentro de capítulos (ou supremos) só tendem a piorar as coisas.

Desculpem-me pelo atraso na postagem e pelo texto rápido, em breve posto mais!

Saudações!

 

Representação…

O tema em evidência atualmente é representação, qual a melhor forma de ser representado politicamente na Ordem DeMolay?

Cada DeMolay votando? Sendo exemplo máximo da democracia. Ou cada Grande Capítulo Federado votando? Mantendo o pacto federativo e uma forma de manter certa igualdade entre as jurisdições.

O debate tem se arrastado pela semana de várias formas, com altos e baixos. No pain no gain creio que deve ser essa a frase que tem se apresentado mais vezes, claro que nas entrelinhas. Estamos em um grande momento em que as lideranças devem se posicionar, saber instruir a base para criar seu posicionamento e tomarmos o melhor caminho para não prejudicar a Ordem DeMolay Brasileira mais uma vez.

Vamos pensar mais uma vez em nós mesmos ou à bem da Ordem?  Ninguém sabe, só o tempo e o acaso, aos quais todos estamos ligados, dirão.

Abraços fraternos a todos, excelente quinta feira a todos e desculpem o atraso.

Julgar ou não julgar?

 

É bom ser julgado?

De acordo com as falácias da Filosofia, a generalização apressada é comum graças à necessidade básica que o ser humano possui de criar julgamentos próprios. Discenir o certo do errado é essencial para que cada um de nós guie-se e defina, além do seu próprio destino, sua identidade. Já pararam para pensar o quanto a gente julga tudo o tempo todo? Isto não está bom. Eu prefiro daquele outro jeito. Tal coisa é a mais certa. Qualquer coisa é motivo para expressarmos aquilo que pensamos e criarmos pré-julgamentos. Coisas, situações, pessoas… É tão fácil dizer o que é certo e o que é errado, não é?

E quando julgam a gente? É certo? É justo? Independente de quais forem as respostas, nunca é fácil aceitar um julgamento. Não é fácil compreender a visão externa sobre nós, sobre o que consideramos tão normal e adequado para nós mesmos. Lembra quando foram uns três ou quatro DeMolays na sua casa para entrevistar você e seus pais? E quando, algum tempo depois dessa entrevista, entraram em contato com você para dizer que você tinha “sido aceito”? E na Cerimônia de Iniciação, em que “fez-se a luz” e tudo o que você via eram olhos na escuridão?

Certos julgamentos, feliz ou infelizmente, são necessários. Para nós, DeMolays, são uma forma de nos resguardar e manter um certo “padrão de qualidade” em nossas fileiras. Mas será que julgar quem entra é coerente, uma vez que o grande propósito da Ordem DeMolay é nos moldar para sermos pessoas melhores? Depois de tantas turmas de jovens que eu já vi serem iniciadas, chego à conclusão de que não há como criar-se um molde a ser seguido. Além disso, bem sabemos que não somos nós que escolhemos a Ordem, e sim ela que nos escolhe.

Independente de ser ou não necessário, a primeira impressão nem sempre é a que fica. E daí a se decepcionar ou até mesmo se surpreender é um pulo. Cuidado nunca é demais ao tentar definir o tipo de pessoa que alguém possa ser, ainda mais quando se deixa ser levado por fatores externos (roupas que usa, música que ouve, escola onde estuda, etc.) e limita-se a demarcar a “casca” de alguém. Esta muda constantemente (por mais retraída que a pessoa possa ser), mas a essência…

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Por favor, não julguem os textos dO Cortês por este e nem pelo último post. O pára-quedista ainda não pegou no tranco direito, mas a intenção é boa, ele é brasileiro e não desiste nunca!

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Temos novidade no blog, pessoal!

Múltiplos pais

O último feriadão do ano foi marcado por um breve retorno a cidade natal, onde moram meus pais. Mais uma vez acompanhado pela namorada que já bate meu record anterior de 3 meses (yahooooooooooo!!!). Não que eu seja insuportável, apenas optei por me dedicar muito ao DeMolay e não busquei relacionamentos amorosos (e olha que absurdo, agora me torno O Amoroso hehehehe). Pois bem, por isso só posto agora no final do dia. E o tema do post vem justamente desse final-de-semana.

Admito que sempre fui o queridinho de meus pais. Não que meu irmão seja preterido, apenas conquistei grande confiança tanto de meu pai quanto de minha mãe. Até hoje eu sacaneio meu pai que fui eu que indiretamente indiquei ele pra Maçonaria (o Presidente do Conselho da época que fui MC – long long time ago – foi quem assinou a petição dele). Depois disso, fui conquistando alguns pais. Alguns tios, sempre que minha mãe ligava pra falar comigo nas viagens tomavam o telefone e diziam que seria roubado dela, pois eu era também filho deles. Nessa conta, somam-se Maçons entre 40 e 70 anos, com funções e histórias diferentes no DeMolay e na Maçonaria. Perdi a conta de quantos falaram isso. Minha mãe se divertia, dizendo a meu pai que qualquer hora ele perderia o posto (impossível diga-se de passagem – até porque esses new pais nunca mandaram mesada rsrsrs). Eu sempre encarei com grande naturalidade, afinal era uma forma de carinho que eles demonstravam e esperavam apenas carinho da minha parte. Como raramente eu tinha contato com as tias, quase nenhuma me chamava de filho, apesar do enorme carinho delas.

Até que, ano passado, uma professora da faculdade me surpreendeu ao me mandar um e-mail me chamando de filho. Isso foi um tremendo susto, até porque mesmo O Amoroso possui ressalvas com aproximação afetiva com indivíduos relacionados ao trabalho (ainda que o emocional seja a única coisa que me prende ao meu atual emprego). Diante disso, até tirei de letra essa demonstração fria (afinal foi um e-mail), porém importante de afeto. Se não bastasse, com pouco mais de dois meses de namoro, minha sogra pediu que tirassem uma foto com seus quatro filhos (e eu estava incluso). O susto foi maior ainda, mas acho que ela me “comprou” legal com isso. Tanto que adoro-a (pena que ela só tem uma filha – que é MINHA NAMORADA – , senão sugeriria ela como sogra pra vocês). Mas o gancho desse post foi o que se passou esse fim-de-semana:

Em minha cidade, com minha namorada, percebi que meu pai e minha mãe resolveram cuidar muito bem da minha namorada. Não fiquei com ciúmes, sei meu lugar com eles – teve até um “eu te amo” na saída vindo de minha mãe. Porém, juro que tou gostando muito da idéia dos múltiplos pais, que antes achava que era limitado à mim e hoje vi que estende-se à minha namorada, e deve se estender à você, que lê este post longo.

Graças aos céus e ao nosso Pai Celestial, temos essas oportunidades. Brigado, Deus!!! Que todos possam ter a oportunidade de ter Múltiplos pais!!!

Liderança?

Muito se fala sobre o papel da Ordem DeMolay na formação de líderes e bla bla bla³. Na verdade, se fala muito e de prática mesmo há pouco. Sinceramente? Até mesmo esse “falar” de liderança tá mais pra balela e papo pra tirar cochilo do que propriamente algo sério e consistente.

Quais as características de um líder? X. Pois é, vai saber. E não me venham com livros de auto-ajuda que colocam numerosas listas de aptidções e performances ditas necessárias para a formação de um “líder”. Meu entendimento de um líder: aquele que tem nõção e experiência suficiente acerca de um  determinado assunto ou objeto a ponto de ter tamanho respeito que consegue se eleger ou ser nomeado para que organize e tome frente a projetos e metas dentro de um grupo. Vamos por partes!

Noção e experiência: é óbvio, não? Eu não votaria para Mestre Conselheiro em alguém que mal sabe escrever uma carta, falar em público, etc. O cara que vai ser o primeiro, a linha de frente, tem que ser alguém que SAIBA o que está fazendo e isso pressupõe conhecimento: OU SEJA, ALGUÉM QUE GOSTA DE LER. Sim, meus caros, ler. E a não ser que no seu Capítulo a transmissão de conhecimento seja apenas oral e ninguém se interesse por manuais, rituas, apostilas, livros, guias, listas de discussões, eu acho uma ignorância imensa não reconhecer o valor de tais instrumentos.

Respeito: de que adianta saber muito se ninguém vai olhar para você e ver alguém valoroso? Digo, se você não é um cara apresentável, não consegue mediar um assunto e sempre quer cair pra porrada, se envolve em tudo quanto é coisa estranha – aí o entendimento fica sombrio, parte de cada um – e mal levanta o rosto pra cumprimentar alguém… bem, sinto muito. Neste caso, é se fadado ao esquecimento. E eu juro que é a última coisa que um líder quer é ser esquecido ou não ser reconhecido.

Projetos e metas: vê-se muitos DeMolays que são inteligentes, sabem bastante e tem carisma e vontade para se tornarem líderes. Mas falta uma coisa: planejamento. Parece que é muito difícil sentar e colocar no papel pontos-chave do que se quer que seja feito numa gestão – e isso vale para ativos, seniores e maçons -. Juro que não é. E por sinal, o ideal é juntar a galera que fará parte da diretoria de alguma coisa e pedir ajuda, opinião. Colocar datas e objetivos de cada ponto discutido.

Bem, essa é minha visão de como um líder deve proceder. Obviamente, e Max Weber delimita isso muito bem, existem diversos tipos de liderança no que tange à ação e a personalidade dos indivíduos que representam singularidades nos processos decisórios de nossa Ordem – vide post antigo. Mas ainda assim fico muito decepcionado quando vejo alguns MCRs, presidentes de Associações Alumni (a grande furada atual, incompetência pra dar e vender), Mestres Conselheiros, ICCs e o que mais há de existir na Ordem que ostenta um lugar que não lhe é de direito nem de competência. Quantos DeMolays mal sabem escrever e quando o fazem saem garranchos mal empregados? Não dissertarei sobre o papel da educação e a questão do elitismo na Ordem por agora, mas acho que os critérios de escolha para que queiramos formar verdadeiros líderes deveriam ser mais profundos, com raízes menos pseudo-assistencialistas e mais altruísmo-pragmático. Quero dizer, que pautemos nossas ações sim no bem coletivo, mas maximizando sempre o interesse geral no que diz respeito a manter um nível adequado nessa formação de líderes. Nivelar por baixo pode atrapalhar e muito o desempenho de alguns que poderiam ser de fato grandes líderes.

Contendas particulares

Olá amigos, agradeço os comentários no último post que fiz, espero que estejam gostando do Blog e dos seus escritos. Semana turbulenta, post em cima de post. Mas vamos lá…

Até onde vai a nossa amizade? Até onde nossos interesses não se chocam? Ou conseguimos transpor a vaidade, os interesses particulares em prol da manutenção de um amigo? Aqui vale uma citação:

  • “Se nos fosse dado o poder mágico de ler na mente uns dos outros, o primeiro efeito seria sem dúvida o fim de todas as amizades” Bertrand Russel

Afinal podemos concordar com o que diz Russel? Quantas vezes deixamos de expressar o que sentimos e/ou pensamos para agradar um amigo? Seria isto hipocrisia?

Você já teve aquele momento nostálgico em parar para pensar em quem eram seus amigos a 2, 4 anos atrás e o que aconteceu que levou você a se afastar dessa pessoa? Ou então já pensou em falar o pensa à respeito do que lhe perguntam e ver quantos amigos lhe sobram?

Em alguns casos brigas, divergências de opiniões ou ações acabaram por me afastar de pessoas que participaram por um bom tempo da minha vida. Mas o ser humano, foi feito para viver em sociedade, pelo menos a maioria de nós! E sempre estamos a renovar as amizades, perpetuamos aquelas que nos entendem e que aceitam como somos.

Creio que não devemos deixar de nos expressar, mas podemos dizer as coisas de variadas formas, podemos ser educados, ou não, para contestar um amigo, e é aí que reside boa parte das contendas, a forma como se dizer as coisas, um pouco de cortesia (O Cortês agradece) nunca é demais.

Às vezes a contenda leva ao embate de qualquer forma e aí então temos que saber discernir até que ponto é amizade realmente ou hipocrisia. Neste momento digo-lhes para conduzirem a situação com bastante sinceridade, e sem arautos, diretamente entre os ‘interessados’.

Acho que já deu para promover um pouco a reflexão dos Irmãos com este texto. Não ficou do agrado, mas está aí meus irmãos!

Um brinde à polêmica

Pra começo de conversa: não subi no telhado. E eu preciso agradecer demais aos que comentaram isso: foram vocês me me inspiraram a escrever o que vem logo abaixo.

Polêmica vende, né? É impressionante o número de revistas e jornais (fora os péssimos programas de TV) de cunho sensacionalista que vêm se multiplicando na mídia. Existe, atualmente, uma necessidade imensa de causar, de revolucionar, de gostar de ver o circo pegar fogo. Certos assuntos, obviamente, vendem mais que outros: fulano é gay, cicrana tá fazendo filme pornô, beltrano não pára de cheirar.

A curiosidade, aquela nossa velha amiga que matou o gato, anda lado a lado à polêmica. Tudo que escandaliza, choca e geralmente foge dos patrões comportamentais da sociedade causam maior interesse no ser humano. Bizarro? Nem tanto. Olhe para si mesmo e pergunte-se quantas vezes você já perguntou o famoso “como estão as coisas?” para alguém. Sejamos francos: de boas intenções o inferno está entupido.

Na Ordem DeMolay, a valorização da polêmica também é nítida. Exemplos? Divisão de Supremos. Falta de reconhecimento do DI em relação ao SCODB. Escândalos de pedofilia na Ordem DeMolay americana. Padronização dos rituais de acordo com os padrões mais antigos. PACC. Novos graus. Homossexualismo na Ordem (recomendamos, inclusive, a leitura do Badeirante DeMolay, que abordou brilhantemente o assunto). E a partir destes a gente encontra uma infinidade de assuntos, seja nos núcleos capitulares ou no conjunto da obra.

Mas o mais interessante da polêmica é a brecha que ela dá à discussão, à formação de opinião e à reflexão. Tirando fora os mais alterados que todo mundo conhece, toda polêmica acaba nos dando um parecer mínimo sobre determinado assunto. E desse parecer é fácil deduzir que exista até mesmo um pouco de partidarismo e parcialidade. Quantos de nós, no auge do “racha”, não quis saber o que estava acontecendo com a Ordem DeMolay nacional? A partir disso, tomamos como nossas verdades a verdade do todo (isso se existe alguma – sinto cheiro de conspiração no ar, hein?) e nem sempre agimos com parcimônia.

O importante, antes até de se ter a cabeça sempre bem resolvida e antenada, é não fazer pré-julgamentos, seja qual for o tema. Para acusar tem que provar, se não o bicho pega. E a relação entre pessoas e organizações pode, assim, virar uma batalha homérica. É tão mais fácil – ouso até mesmo dizer inteligente, antes de querer resolver um problema que não nos pertence, botar na balança e ver se vale a pena tamanha moção. Como fazer isso? Ponderação e autocrítica são boas formas de avaliar a situação. Pense “e se fosse comigo?” – garanto que ajuda e muito!

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Esses pára-quedistas estão demorando demais a fazer aterrissagem por aqui… Mas pelo menos deu para perceber que a fila anda, né? Ótimo! 😉

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O Cortês achou o final do seu texto semanal uma verdadeira m***a, mas deixou assim mesmo para não criar mais polêmica.