Juventude

Afinal, o que fazer se ninguém comenta? Me matar? Esganar os leitores? De forma alguma… Vamos falar mesmo assim, quem sabe alguém cria vergonha na cara e vem para o debate.

É fato que a Ordem DeMolay nos traz experiências inesquecíveis, aprendemos a conviver com as pessoas, a trabalhar em grupo e tantas outras coisas boas que a Ordem nos ensina por meio de suas lições. Mas podemos limitar ao acesso a essas experiências? De que forma podemos trazer dignos amigos para a Ordem?

Já temos casos de irmãos que são cegos e freqüentam normalmente seus Capítulos, havendo inclusive casos de Irmãos que foram Mestres Conselheiros. Um exemplo de força de vontade. E até que ponto as limitações físicas e mentais impedem o acesso a Ordem DeMolay? E as financeiras?

Acredito que as lições da Ordem e as experiências que ela pode nos trazer, podem ser muito boas à muitos outros jovens. Jovens que as vezes possuem um mundo limitado, sem muita expectativa do que fazer, podem contribuir imensamente para o crescimento da Ordem. Sem contar que eles podem nos ensinar muito sobre as dificuldades que passam, dificuldades estas impostas pela própria sociedade e o descaso.

Agora a questão chave. Estaria a Ordem DeMolay preparada para receber estes jovens? Os irmãos de seu Capítulo e você estão preparados para receber Irmãos portadores de necessidades especiais? Tais como necessidade especial visual, motora, auditiva ou ainda um portador da Down?

Sinceramente? Sim. Não! Não estamos preparados para isso! Por que? Por que ainda temos muitos jovens imaturos, sem real consciência de seu compromisso com a sociedade, sem consciência de que ele deve propagar as sete virtudes, independente de o receptor ser ou não um jovem DeMolay.

Temos muitos jovens que se preocupam muito mais com o próprio umbigo do que com o mundo à sua volta. É claro que falta orientação. Muitas vezes nossos Conselheiros e Consultores não tem o preparo necessário, não tem a instrução correta para saber agir e instruir esses garotos de 12 a 20 anos.

Precisamos urgentemente mudar esses paradigmas, buscando conscientizar da importância de um Capítulo DeMolay e dos trabalhos que ele pode realizar. E olhe que para trabalhar não será necessário muita grana, para levantar um projeto, existem bons projetos que podem ser executados com iniciativa de outras empresas para ajudar, ou ainda, sem qualquer despesa financeira.

Enfim, basta por às mãos na obra, essa obra que temos construído a quase 30 anos, que é formar jovens conscientes de seu papel.

Obrigado gente, texto mais decente não é? Aguardo vocês quarta feira que vem.

4 Comentários

  1. Comentário por Toninho Azevedo on 11 Junho, 2008 9:07 am

    Boa dica!
    Pensar nas diferenças - e tratá-las de forma igualitária - nunca é demais. Vários jovens com necessidades especiais possuem mais força de vontade do que muito DeMolay velho de guerra que vemos por aí…

    E não precisa cortar os pulsos: os meus textos também nem sempre são comentados.

  2. Comentário por Toninho Azevedo on 11 Junho, 2008 9:08 am

    A propósito: http://pantonho.wordpress.com
    Ficadica! ;)

  3. Comentário por Rafael Xavier on 11 Junho, 2008 9:50 am

    Eu concordo que hoje não temos estrutura para receber pessoas com necessidades especiais. Principalmente quando falamos de deficiências mentais. Por incrível que pareça, ainda perdemos muito tempo organizando a casa do que programando vôos mais ousados. Quem sabe num futuro próximo?

    abraços!

  4. Comentário por Yuri Lino on 12 Junho, 2008 7:17 pm

    Olá irmãos,
    primeira vez que entro no blog e já gostei!
    a Muito tempo venho pensandao nesse assunto, inclusive já tivemos um caso de um demolay que tem um irmão com deficiencia auditiva e tinha vontade de inicia-lo, mas desistiu pela dúvida se o capítulo saberia lidar com isso, infelizmente eu era recem iniciado , ano de 2000, e ainda não tinha noçao daquilo.
    A pouco tempo atrás, trabalhando num projeto de inclusão digital do estado, que se localiza no prédio da loja, conheci um garoto, que trabalhava como engraxate, vinha todo dia, pesquisar os mais variados assuntos, inclusive maçonaria, fiquei com aquilo na cabeça, de que ele tinha o perfil, era inteligente, interessado, educado.
    Poucos meses depois, ganhou o prêmio de jovem empreendedor da rede Bahia.
    Infelizmente perdi o contato com ele. Essa situação me fez refletir, que o faotr financeiro não pode se um gator impeditivo, pois o objetivo maior da ordem é lapidar jovens de boa índole.
    Sei que seria bem polêmico, mas acho que poderia haver algum mecanismo, que desse oportunidade aos capítulos iniciarem esses garotos.

    Espero ter contribuido com discução.
    Abraço a todos

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