Olá, hermanos! Agora sim, vou postar no meu dia “obrigatório”. Mas podem esperar por mais posts em outros dias da semana, a veia blogueira tem funcionado bem atualmente.
Bem, nada como um título que resume bem, né? Pois então, algum de vocês, caros leitores, já parou para pensar no que tange à decisão de nossos líderes? A hora do voto, da escolha, da decisão, é a hora da democracia por excelência. Quando temos que optar entre um ou outro Irmão/Tio para um cargo ou função estamos exercendo nossa “cidadania DeMolay”, por assim dizer. Ou melhor, estamos simplesmente exercendo um direito garantido pela Constituição de nossa Ordem (tudo que digo ou exemplifico é baseado na legislação do SCODB, não faço idéia como funciona na outra organização).
O problema é: como decidir? Não esperem que eu vos diga um método porque isso simplesmente não existe. Mas conselho é de graça. Dica, então, nem se fala. Acho que o primeiro processo decisório - e talvez o mais importante, se pensarmos no núcleo da Ordem - é o dos Capítulos, ou seja, para Mestre, Primeiro e Segundo Conselheiros. A liderança capitular é provavelmente a primeira com que temos contato. E já entra um primeiro questionamento: Iniciático não vota, certo? Certo. Isso é correto? Não sei. A relação igualdade/liberdade é tema recorrente das ciências políticas e do direito e até hoje não se chegou a um consenso sobre o que deveria ser de fato o sufrágio universal. No caso da nossa Ordem, temos que ponderar alguns pontos:
1. Alguém que acabou de entrar num Capítulo tem conhecimento suficiente sobre os procedimentos e legislação acerca da votação?
2. Não seria necessário primeiro passar por um estudo ou aulas sobre a Ordem?
3. O Iniciático conhece de fato o funcionamento da Ordem para diferenciar projetos e problemas dentro de um Capítulo?
Bem, a minha resposta para as três perguntas seria não, sim e não, respectivamente. Contrariamente ao preconceito com que os Iniciáticos normalmente são tratados, não gosto e não aprovo as brincadeiras e o jugo pelo qual passam tais Irmãos. Eles merecem respeito e estão em fase de adaptação, o que exige ainda mais jogo de cintura. Mas complementando o que já disse, tal processo é sim democrático por incluir todos aqueles que cumprem os requisitos estabelecidos na Constituição/Estatutos/Regimentos e por configurar VOTO DIRETO - não delegamos a ninguém o recurso de votar por nós em qualquer votação, neste sentido.
Por enquanto não entrarei no mérito DA ESCOLHA, ou seja, como EU enxergo um bom candidato. Deixarei isso para um post futuro que servirá de complemento a este.
Continuemos! Onde mais votamos? Ah sim, para Mestres Conselheiros Regionais, Estaduais e Nacionais. EPA! Nós votamos? Bem, indiretamente, sim! Explico: quando escolhemos nosso representante dentro do Capítulo, ou seja, quando votamos em alguém para Mestre Conselheiro e este é eleito e empossado, ele passa a ser nosso porta-voz frente a algumas instâncias de nossa Ordem. Exemplo: nos congressos regionais, o MC representa o voto de UM CAPÍTULO e não O SEU VOTO. É um sistema de representação no qual votamos indiretamente. Alguns podem estar se perguntando: “Ué, mas como ele escolhe em quem votar? Muitas vezes eu não sou perguntado sobre isso!” É verdade, muitas das vezes os Mestres Conselheiros simplesmente votam em quem acham melhor e misturam seu voto com o voto daqueles a quem representa. Não acho isso correto e eu mesmo quando fui Mestre Conselheiro, apresentei as propostas dos candidatos a MCR e MCE dentro do Capítulo para que OS MEMBROS votassem em quem eu os representaria. De qualquer forma, essa é a primeira forma de democracia indireta. Há outras, sim, meu caro Padawan! (a votação para MCE é no mesmo sentido do MCR, mas acontece nos congressos estaduais)
Agora, mais uma bifurcação pra gente brincar: e pra Mestre Conselheiro Nacional? É, aquele cara com quem você nunca conversou, nunca tomou uma cerveja e pior: não faz idéia do que ele pensa ou do que fez para merecer chegar em tal posto. É, camaradas, a coisa ficou mais distante ainda. DeMolay ativo, quem é você no jogo do bicho? hehehe, brincadeirinha! Voltando ao processo decisório, quanto à escolha para MCN, novamente nos deparamos com a representação e o voto indireto (é praticamente a mesma coisa que o voto dos estadunidenses, ou seja, voto “colegiado”). Mas dessa vez quem vai escolher a nossa querida figura nacional serão os Mestres Conselheiros Estaduais! Sim, você, meu caro, não manda nada! Não faz idéia do que rola nos bastidores, não é ouvido quanto a suas opiniões acerca dos candidatos e ainda tem que engolir o que for decidido de bom grado, como se fosse o melhor e pronto - claro que pode ser, estou apenas ilustrando hipoteticamente. Pensem comigo: não é estranho saber que o seu MAIOR representante, aquele que tem voto até no Conselho de Segurança da ONU (BRINCADEIRA!), é ao mesmo tempo um completo desconhecido? Eu acho! Por exemplo: quando vou decidir por alguém, não me importo apenas com propostas, eu quero OUVIR o candidato, CONVERSAR com ele, OLHAR nos olhos do cara e ver se confio ou não! O fator subjetivo é extremamente importante. De qualquer forma, não posso reclamar nem do atual nem dos antigos MCNs (pelo menos os que eu vi alguma coisa), são boas pessoas e tenho certeza que gostam e respeitam muito nossa Ordem (o que tem sido muita coisa nowadays, if you let me say).
Bem, não sei se ficou claro o que quis expor com tudo isso. O ponto é: até onde a democracia tem que ser direta ou indireta? Eu não vou fazer esse julgamento aqui, talvez nas entrelinhas fique claro qual minha posição. Fica a cargo de vocês pensar sobre o assunto, aposto que algumas eleições de Capítulo já estão chegando. E olhe só! A de Nacional também…
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E viva a nova constituição que vai deixar todo mundo votar via sisdm, néah?
Mas favor deixar minha vida se resolver antes. Grato.
[...] é a porta para o caos. E mesmo que não se possa participar diretamente de determinado processo (como já explicou aqui mesmo o nosso irmão O Fiel), a opinião deve ser, de alguma forma, [...]