Olha só a responsabilidade: iniciar os posts do Caí de pára-quedas. Acho que é pra seguir a máxima os últimos serão os primeiros. Hoje, 11 de maio de 2008, Dia das Mães, o último dos 7 assume o desafio de semanalmente estar junto a vocês, como O Amoroso. Sejam bem-vindos ao novo blog sobre Ordem DeMolay brasileira… agora, vamos ao post…
“- Mãe, acabei de chegar do banco.
- Foi no banco fazer o que, meu filho?
- Depositar a minha inscrição no congresso.
- Que congresso?
- DeMolay, mãe, eu te falei.
- Onde vai ser esse congresso?
- Em Pau-dos-Ferros, mãe.
- E onde fica Pau-dos-Ferros?
- Interior do Rio Grande do Norte.
- E você vai fazer o que lá?
- O que sempre fazemos nos congressos, mãe – e sai para o quarto.
- Odeio quando ele faz isso. Diz que vai pra um lugar não sei onde e nem me deixa perguntar mais nada”
Qual mãe de DeMolay nunca passou por isso? Perdi a noção da quantidade de vezes que a minha pobre mãe ficou com o coração na mão, geralmente quando é a última a saber que seu filho vai pra um lugar lá onde o vento faz a curva e tem que ficar calada. Discutir não vai adiantar, especialmente no auge da adolescência masculina. E elas, ainda que com o coração na mão, permitem que eles partam…
Até hoje minha mãe não sabe com detalhes minha experiência de quase morte numa viagem pelo interior das Minas Gerais pelo DeMolay. Depois do carro rodar três vezes em uma curva em declive e atravessar a pista, após a aquaplanagem, com um caminhão vindo no sentido contrário 20 segundos depois, não valia a pena contar sobre isso pra ela. O importante é que estamos vivos até hoje. E minha mãe, que nunca foi paranóica, não tornou-se ao saber do acontecido.
Todo cuidado é pouco. Afinal, aquelas que atravessaram o vale das sombras para nos dar a vida são precavidas o suficiente para manter-nos a salvo. Ainda que queiramos desafiá-las quase sempre. Em tempos em que mães arremessam crianças pela janela, colocam filhos em sacos e abandonam nas lagoas, não nos custa muito valorizar o que sempre temos de graça: O AMOR DE MÃE.
Parabéns pelo seu dia, mães. Ao lerem isso, recordem que sua mãe lhe amava antes mesmo de você nascer e sempre cuidou de você, mesmo sem você demonstrar consciente gratidão ou qualquer demonstração de afeto. Os filhos que não apresentam o amor algum por elas (que espero não serem DeMolays) que um raio os parta. Por vocês, nem o mais Amoroso dos Amorosos tem coração…
Sem comentários ainda
Nenhum comentário ainda.
Comentários RSS URI identificador do TrackBack
Deixe um comentário
